Terminou. Está fechado o capítulo dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões 2014-2015, tendo-se encontrado, esta semana, as quatro equipas que faltavam juntar-se a Real Madrid, F.C. Porto, Bayern Munique e Paris Saint-Germain.
Pela segunda vez em três épocas, Inglaterra não terá nenhum representante no lote das oito melhores equipas da Europa, já que Arsenal, Manchester City e Chelsea foram eliminados, parecendo a prova milionária, a partir de agora, uma liga latina. Neste contexto, o poderosíssimo Bayern Munique será o único 'intruso' nos quartos.
Em frente, pois claro
O Barcelona apurou-se, pelo oitavo ano consecutivo, para os quartos-de-final da Liga dos Campeões. Os Blaugrana confirmaram o favoritismo e aumentaram a vantagem de 2-1 conseguida na primeira mão no Ethiad, frente ao Manchester City.
Comandados pelo génio de Lionel Messi (soberba exibição do astro argentino), os catalães venceram a equipa de Manuel Pellegrini por uma bola a zero com um golo de Rakitic (assistência de La Pulga). Só um Joe Hart inspirado impediu os citizens de saírem de Camp Nou vergados a uma goleada histórica. O guarda-redes inglês rubricou um elevado número de defesas, acabando por ser a grande figura do encontro.
Do outro lado, Ter Stegen defendeu um penalty de Aguero no quarto de hora final, acabando com a esperança do City em seguir em frente.
O estranho caso gunner
Depois de ter caído com estrondo no Emirates, na 1ª mão dos oitavos, frente ao Mónaco, o Arsenal quase gelou o Estádio Louis II, tendo ficado a um golo de rubricar a passagem à fase seguinte.
Numa partida totalmente dominada pela equipa de Arséne Wenger, Giroud e Ramsey marcaram os golos dos ingleses, que desperdiçaram várias ocasiões para golear o Mónaco.
Os comandados de Leonardo Jardim seguem assim, onze anos depois, para os quartos-de-final da Champions.
Esta foi a terceira vez consecutiva que o Arsenal perdeu o primeiro jogo dos oitavos em casa (3-1 contra o Bayern em 2013, 2-0 novamente com os bávaros na temporada passada e 3-1 frente ao Mónaco) e ficou muito perto de carimbar a passagem aos quartos-de-final.
Vechia Signora de volta
Com 14 pontos de vantagem sobre a Roma e com o scudetto praticamente assegurado, a Juventus pode dedicar-se quase em exclusivo à prova milionária e, na passada quarta-feira, cilindrou o Borussia Dortmund no Signal Iduna Park.
Depois da curta vantagem conseguida na primeira mão (2-1 em Turim), esperavam-se dificuldades para a equipa de Massimiliano Allegri. Porém, logo na fase inicial da partida, Carlitos Tévez mostrou ao que veio e, com um grande golo, acabou praticamente com as esperanças dos alemães.
Esperanças essas que terminaram de vez quando, a vinte minutos do fim, Morata apontou o segundo tento da Juve, a passe de Tévez.
O internacional argentino voltou, pouco depois, a fuzilar as redes da baliza de Weidenfeller. Num jogo em que a Juventus anulou totalmente a equipa de Jurgen Klopp, destaque para a lesão de Paul Pogba, ainda na primeira parte.
Superioridade incontestável e passagem indiscutível dos 'quase' tetra-campeões transalpinos.
O regresso de Oblak
Na eliminatória mais equilibrada dos oitavos-de-final da Champions, o Altético de Madrid superiorizou-se ao Bayer Leverkusen, no desempate por grandes penalidades.
Depois da derrota por 1-0 na primeira mão, na Alemanha, a equipa de Diego Simeone correu atrás do prejuízo e empatou a eliminatória com um golo de Mario Suárez, aos 27 minutos. Quatro minutos antes, Moyà, guarda-redes dos colchoneros, lesionou-se e foi substituído por Jan Oblak.
Até ao final dos 90 minutos, tudo igual e o jogo foi para prolongamento. Nos 30 minutos suplementares, após várias tentativas, nem espanhóis nem alemães foram capazes de sentenciar a eliminatória e seguiu-se o desempate por grandes penalidades.
Aí, Oblak revelou-se decisivo, defendendo uma grande penalidade, tendo os alemães falhado mais duas, tantas quanto a equipa de Simeone.
O Atleti está assim, pelo segundo ano consecutivo, entre a elite das oito melhores equipas da Champions.
Positivo
Messi: O 'príncipe' da cidade condal está num momento de forma exuberante. Foi um autêntico quebra-cabeças para a equipa do City, com inúmeras jogadas geniais, tendo assistido Rakitic para o golo, após um passe magistral.
Joe Hart: Depois de na primeira mão ter impedido Messi de praticamente selar a eliminatória (defendeu um penalty nos descontos), rubricou inúmeras defesas de alto nível, salvando o City da humilhação em Camp Nou.
Tévez: Dois golos, uma assistência e uma exibição de grande nível confirmaram (ainda mais) o estatuto de estrela do argentino na Juve. Melhor marcador do Calcio e artilheiro da equipa na Champions, dá a sensação de estar no 'ponto de rebuçado', aos 31 anos.
Leonardo Jardim: Apesar da derrota frente ao Arsenal, o Mónaco apurou-se para os quartos, depois da estrondosa vitória da 1ª mão, no Emirates.
'Traído' pelo projecto monegasco no início da época (saídas de Falcão e James em fase adiantada da pré-época), tem sabido fazer do Mónaco uma equipa competitiva, jogando com as armas que tem com grande espírito combativo. Enorme reacção às adversidades com uma postura defensiva exemplar.
Negativo
Manuel Pellegrini: O treinador chileno vai dando cada vez mais provas de não ter mãos para guiar projectos galácticos. Com um enorme conjunto de jogadores de classe mundial, o City continua muito tímido na Champions. Muitas falhas na estratégia adoptada para Camp Nou, que tiveram o seu auge a poucos minutos do fim, quando colocou Frank Lampard em campo para o lugar de Milner. Incompreensível como Dzeko não foi a jogo.
Borussia Dortmund: A superioridade total da Juventus (que mesmo a partir de agora é um outsider) só vem confirmar o que tem vindo a ser evidente: depois da ascensão meteórica dos últimos anos, o projecto de Klopp começa a cair a pique.
As constantes ondas de lesões e a 'concorrência desleal' do Bayern não ajudam. Apesar da recente recuperação na Bundesliga, muito dificilmente se conseguirá apurar para a próxima edição da prova milionária.
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