Fruto de uma exibição portentosa, o F.C. Porto garantiu na
passada terça-feira, um lugar na elite das oito melhores equipas da Champions. Os dragões cilindraram o
Basileia de Paulo Sousa por uns expressivos 4-0, depois do empate a uma bola da
primeira mão no jogo em terras helvéticas.
Com Jackson Martínez lesionado, o avançado internacional camaronês
Aboubakar foi a (esperada) novidade no onze portista, treinado por Julen
Lopetegui. O jogo começou com o F.C. Porto a ter mais bola, mantendo-se durante
os primeiros minutos no meio-campo suíço, porém sem criar oportunidades de
golo.
Até que aos 14 minutos, uma execução primorosa de Brahimi
num livre directo à entrada da área, colocou os dragões na frente do marcador.
Poucos minutos depois, Casemiro tentou de longe surpreender o guarda-redes do
Basileia mas a bola saiu por cima. Aos 18 minutos, um dos momentos marcantes da
partida: após choque entre o guarda-redes portista Fabiano e o seu colega
Danilo, o lateral brasileiro ficou inconsciente e teve de ser substituído por
Martins Indi.
Até final do primeiro tempo, domínio absoluto portista,
destacando-se ainda dois remates perigosos: um de Aboubakar, em que a bola saiu
a centímetros do poste esquerdo da baliza de Tomas Vaclik e, do outro lado, foi
Gashi a tentar a sua sorte num remate ‘enrolado’, em que o ex-benfiquista
Derlis González chegou atrasado para a emenda, falhando assim o golo do empate
para os suíços.
O F.C. Porto mandou no desafio do primeiro ao último minuto
da primeira parte, exercendo um pressing
muito alto em todas as zonas do terreno, tendo sido competente em todos os
momentos de jogo. Destaque para o argelino Brahimi, sempre muito activo no
corredor esquerdo, procurando igualmente espaços interiores para combinar com
Aboubakar e com Herrera, que esteve irrepreensível na ocupação de espaços,
aparecendo muitas vezes na zona mais adiantada do terreno. Casemiro também
merece realce, ele que efectuou o melhor jogo desde que chegou ao Dragão,
cortando linhas de passe, recuperando inúmeras vezes a bola e tentando a sorte
em direcção à baliza.
Aos 56 minutos, o médio brasileiro teve outra oportunidade
para visar a baliza do Basileia através de um livre a cerca de 25 metros de
distância e não falhou. Execução exímia de Casemiro, deixando o guarda-redes
dos helvéticos sem qualquer chance de impedir o golo do F.C. Porto. Nove
minutos antes foi Herrera, também de fora da área, a fazer balançar as redes
adversárias num remate colocado, após jogada de Brahimi, que partiu da esquerda
para o meio, entregando a bola ao internacional mexicano.
O Basileia ainda tentou reduzir pouco depois do terceiro
golo portista, por intermédio de Zuffi, que rematou à entrada da área após
lance pela esquerda do ataque suíço, que Fabiano defendeu.
E, como se costuma dizer, quem não marca sofre, Aboubakar
assinou o quarto tento dos dragões através
de um remate colocado de fora da área. Até final os portistas geriram o jogo a
seu belo prazer, através da sua imagem de marca, que teve neste jogo a sua
maior expressão esta temporada: muita posse de bola, pressão alta e ataques
rápidos.
Alex Sandro sempre muito activo nas subidas no terreno (como
é seu apanágio), Herrera e Evandro foram incansáveis nas transições
defesa-ataque e ataque-defesa, Casemiro imperial (melhor jogo do brasileiro de
dragão ao peito) e Aboubakar com nota muito positiva nesta sua difícil missão -
substituir Jackson Martínez.
A equipa de Paulo Sousa não demonstrou argumentos perante o
F.C. do Porto, que rubricou a melhor exibição europeia pós-Villas-Boas,
assegurando assim um lugar nos quartos-de-final da Liga dos Campeões.
Destaques
Positivo
Brahimi. Apesar
da grande dinâmica demonstrada pela equipa azul-e-branca, o argelino merece uma
nota especial. Inaugurou o marcador com uma execução sublime num livre directo,
foi o maior desequilibrador no ataque portista e, igualmente importante, deu a
sensação de estar a regressar à boa forma.
Negativo
Agressividade do
Basileia. Durante a maior parte do desafio, os jogadores do Basileia usaram
e abusaram de uma agressividade inadmissível nesta fase da competição,
quebrando o ritmo do jogo e demonstrando uma enorme incapacidade para travar o
jogo dos dragões. Samuel foi expulso perto do final da partida, por acomulação
de amarelos.
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